terça-feira, 17 de maio de 2011
Sintrajufe instala banca no TRF para divulgar cálculos da primeira ação de quintos
Nesta quarta e quinta-feiras, das 16h às 19h, o Sintrajufe instala banca no TRF para divulgar os valores dos quintos aos colegas abrangidos pela primeira ação (2003.71.00.057296-7). Serão entregues envelopes com os valores individuais de cada servidor. Das 17h às 18h, estarão presentes o advogado do sindicato e o perito que faz os cálculos dos quintos. É uma ótima notícias para os colegas, que desde 2003 esperam pelo desenrolar da ação. Na 1ª Instância, ainda não foram divulgados os elementos para os cálculos.
O sindicato disponibiliza o formulário abaixo, para que sejam atualizados os dados cadastrais dos colegas. Ele deve ser impresso e encaminhado ao sindicato. Assim, é importante que todos os servidores que estiverem substituídos na 1ª ação de quintos atualizem os dados, para que se agilize o encaminhamento das execuções.
Somente mediante autorização expressa do servidor para o encaminhamento da execução coletiva é que o sindicato ajuizará a execução, pois há colegas que possuem execuções individuais. Esse termo deverá ser assinado pelos que concordarem com o ajuizamento pelo sindicato no momento da divulgação dos cálculos.
Nesta quarta é dia de Banca e mobilização na Justiça Federal
A Banca estará, a partir das 13h30min na 1ª Instância da JF e, das 16h às 18h, no saguão do restaurante do TRF. Na mesma data, em todo o país, é Dia Nacional de Mobilização na Justiça Federal. Às 13h, haverá almoço coletivo em frente ao prédio da 1ª Instância; e às 13h30min, ato público com apresentação do Homem Banda e banca do Sintrajufe.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Asssembleia elege delegação para a XIV Plenária Nacional da Fenajufe
A assembleia geral do Sintrajufe, realizada neste sábado, 14, elegeu os 12 delegados que representarão o sindicato na XIV Plenária Nacional da Fenajufe, que acontece de 4 a 6 de junho, no Rio de Janeiro. Do total de 122 votos, a chapa 1, Viva Voz, recebeu 78 votos. Com isso, terá direito a 8 delegados (e 4 observadores); a chapa 2, 27 votos (2 delegados e 1 observador), e a chapa 3,Consulta Já, 17 votos (2 delegados e 1 observador).
Na abertura da assembleia, dirigente sindical Chico Vicente falou sobre conjuntura. Ele afirmou a importância de os movimentos sindical e social assumirem o protagonismo na luta pela redução da desigualdade no Brasil. Para isso afirmou, é preciso “sair da letargia” e ter autonomia de classe. Breve, neste saite, a cobertura completa da assembleia.
Na abertura da assembleia, dirigente sindical Chico Vicente falou sobre conjuntura. Ele afirmou a importância de os movimentos sindical e social assumirem o protagonismo na luta pela redução da desigualdade no Brasil. Para isso afirmou, é preciso “sair da letargia” e ter autonomia de classe. Breve, neste saite, a cobertura completa da assembleia.
Diretor da Seção Judiciária do RS bloqueia acesso a saite do Sintrajufe, entre outros
Em nota divulgada dia 11 de maio, o diretor da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul, juiz federal Marcelo de Nardi, determinou o bloqueio dos cem saites mais acessados pelos servidores; entre eles, está o do Sintrajufe. A justificativa é minimizar a ocupação da banda de transmissão de dados e deixá-la reservada para “atividades diretamente vinculadas aos serviços de prestação jurisdicional e administrativos”.
A direção do sindicato entrou em contato com o diretor da Secretaria Administrativa da Justiça Federal, Carlos Dario Lopes Daudt Filho, na tentativa de desbloquear o acesso ao saite do Sintrajufe. Ainda não foi obtida uma resposta. Até o problema ser resolvido, as notícias da categoria serão divulgadas também no blog.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Cinebancários estréia comédia brasileira inédita nos cinemas locais
A partir do próximo dia 10 de maio, terça-feira, o CineBancários coloca em cartaz com exclusividade, em três sessões diárias, a comédia brasileira A Guerra dos Vizinhos. Inspirado num fato real noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo e inteiramente rodado na capital paulista, A Guerra dos Vizinhos é o primeiro filme do diretor Rubens Xavier, e seu principal destaque é o divertido trio de protagonistas, vivido pelas veteranas atrizes Eva Wilma, Karin Rodrigues e Vera Mancini.
A trama de A Guerra dos Vizinhos reúne vários elementos típicos das comédias populares, e com o filme o diretor Rubens Xavier busca prestar uma homenagem tanto às chanchadas brasileiras quanto às comédias italianas dos anos 50 e 60. Adélia (Eva Wilma), Dircinha (Vera Mancini) e Beatriz (Karin Rodrigues) são as irmãs Coleratti, capazes de se envolver nas maiores confusões por estarem sempre interessadas na vida alheia. Por conta disso, depois de tanto incomodarem os vizinhos com calúnias e ofensas, o trio é condenado pela Justiça à prestação de serviços comunitários. Mas a pena não parou por aí porque elas terão - também - que manter as bocas fechadas. E para ficar em silêncio, sem poderem conversar durante o cumprimento da pena, terão que recorrer a um inusitado expediente.
Sem ter alcançado o sucesso de outras comédias brasileiras recentes, A Guerra dos Vizinhos passou longe dos cinemas locais (estreou em 2010 no centro do país). Agora, os porto-alegrenses terão a chance de se divertir com a história das terríveis irmãs Coleratti, defendidas com o talento habitual por suas três protagonistas.
A Guerra dos Vizinhos permanece em cartaz no CineBancários até o dia 22 de maio, em três sessões diárias, às 15h, 17h e 19h.
Ingressos: R$5,00 para público geral e 2,50 para idosos, estudantes, bancários e jornalistas sindicalizados e funcionários do GHC
A Guerra dos Vizinhos. Direção de Rubens Xavier. Com Eva Wilma, Karin Rodrigues, Vera Mancini e Tony Correia. Brasil, 2010. Duração: 84 minutos.
CineBancários | Rua General Câmara, 424 – Centro – POA
fone: 34331204 / 05
cinebancarios.blogspot.com
cinebancarios.sindbancarios.org.br
terça-feira, 10 de maio de 2011
XIII Mostra de Cultura Negra e Festa em Homenagem ao Vovô Cipriano de Angola
A Comunidade Terreira Ile Axé Iyemonja Omi Olodo do RS está convidando para a edição 2011 do R'Gongo – XIII Mostra de Cultura Negra e Festa em Homenagem ao Vovo Cipriano de Angola, de 10 a 14 de maio. O R'Gongo é uma manifestação de ancestralidade negra que surge como uma festa de Pretos Velhos na Comunidade-terreira Ilê Asé Iyemonjá Omi Olodô desde em 1993 em contraponto ao dia 13 de maio – hoje Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo.
Em 1998, assumiu o formato de Mostra de Cultura Negra e foi denominada R’Gongo, onde a pluralidade das expressões artísticas e culturais da comunidade tiveram espaço de valorização (culinária, capoeira angola e música), apresentadas pelos religiosos da comunidade terreira e incrementando-se a cada ano. O R‘Gongo reúne a comunidade-terreira, artistas, intelectuais, ativistas do movimento negro e demais movimentos sociais e políticos, profissionais de educação, pesquisadores e vivenciadores da Religião de Matriz Africana e Umbanda da cidade de Porto Alegre e entorno e, a cada ano está se ampliando para todo o Brasil.
Como todo ano é temático, neste são reverenciadas as Pretas Velhas, que, após longos anos de uma vida de violência e sofrimento, na situação de escravizadas, de acordo com a crença das religiões afro-brasileira, atendem nas sessões, tranquilizando, fortificando, receitando remédios e chás que fortalecem o corpo e espírito. De acordo com a organização do evento, isso simboliza todas as mulheres negras do país, na batalha diária e no esforço contínuo de prover e manter a família.
Programação
Dia Atividades
10/05 Terça-feira
19:00 Abertura Oficial do evento – apresentação da temática
20:00 bate papo - A mulher Negra e seu protagonismo – Sustentabilidade e Geração de RendaPresença da Secretaria de Políticas para Mulheres do Estado do Rio Grande do Sul e a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio de Porto Alegre
21:00 Ajeum
11/05 Quarta-feira
19:00 Atividade Interna
12/05 Quinta-feira
19:00 Bate papo – A saúde da mulher negra (pré- natal, doenças infecciosas e étnicas, HIV e AIDS e Hepatites Virais)Presença da Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre e Fórum das pessoas vivendo com AIDS.
20:30 Projeto Ori Inú Enian – juventude do terreiro
21:00 Ajeum
13/05 Sexta-feira
19:00 Bate papo – Adão, adão cadê Salomé – a feminilização da capoeira
20:00 Roda de capoeira e Samba de Roda – em comemoração aos 10 anos do Africanamente
21:00 Ajeum
14/05 Sábado
13:00 Almoço – Tradicional Muqueca
15:30 Teatro
16:00 Música - Samba de Caboclo – Grupo Quilariô
17:30 Vídeo – Didá Ará – I Encontro Nacional de Tradições de Matriz Africana e Saúde RENAFROSAÚDE RS
18:00 Sessão de Pretos e Pretas Velhas - apresentações artísticas (Reisado R’Gongo, orixás regentes do ano, dança, capoeira angola e Coral do CECUNE)
22:00 Ajeum
Durante todos os dias haverá a tradicional feira de empreendedorismo negro, inclusive sábado
Entrada: 01 litro de leite para o lanche das crianças do Projeto Ori Inú Erê.
A comunidade Terreira Ilê Asé Iyemonjá Omi Olodô aceita doações para contribuir com o R’Gongo e seus projetos sociais. Informações ileyemonja@terra.com.br
Comunidade Terreira Ilê Asé Iyemonjá Omi Olodô
Rua Nunes Costa, 1137 - Vila São José - Partenon - Porto Alegre/RS
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Servidor do TRT escreve sobre assédio moral
O artigo Assédio moral na administração pública, do servidor do TRT, Rene Chabar Kapitansky, foi publicado nesta segunda-feira, 9 de maio, no jornal Zero Hora. Leia a íntegra, abaixo:
Assédio moral na administração pública, por Rene Chabar Kapitansky*
Há diversas denominações para a prática do assédio moral: mobbing, bullying, terrorismo organizacional, psicoterrorismo no trabalho, ostracismo social, entre outras. O assédio moral pode ser conceituado como “a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, geralmente repetitivas e prolongadas, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, situações essas que ofendem a sua dignidade ou integridade física” (Barreto, 2000). Em certas situações, pela sua gravidade, um único ato pode, também, caracterizá-lo.
A prática da violência moral no trabalho é tão antiga quanto o próprio trabalho. Existe em todo o cenário mundial, mas nos países menos desenvolvidos tende a ocorrer com maior intensidade.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão da ONU, verificou a prática de assédio moral em diversos países considerados do Primeiro Mundo, como Estados Unidos, Alemanha e Suécia, por exemplo. Nesses países, como nos demais, estatísticas mostram que há uma estreita relação entre distúrbios mentais em indivíduos e as condições de trabalho a que são submetidos.
No Brasil, a discussão sobre o tema é recente e há diversos projetos de lei em tramitação nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros, caracterizando a prática de assédio moral e definindo ações de combate. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal, caracterizando a prática como crime.
O “psicoterror” é, geralmente, exercido de forma sutil, velada. É incomum que o assediador faça desconsiderações de apreço ou ameace com demissão ou exoneração de forma direta. Assim, quando a vítima começa a perceber que a situação é grave, já está instaurado o assédio moral.
Segundo a cartilha sobre assédio moral distribuída pela Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe), o setor público é um dos ambientes de trabalho em que o assédio se apresenta de maneira muito visível e marcante. Nesse ambiente, o assédio moral tende a ser mais comum em razão de uma peculiaridade: o chefe não pode demitir o servidor. Assim, passa a humilhá-lo e a sobrecarregá-lo de tarefas inócuas ou não repassa tarefas.
Outro aspecto de grande influência é a falta de critério no processo de indicação das chefias, que muitas vezes mantêm relação de amizade, de parentesco e política com a administração dos órgãos. Faltam, em muitos casos, qualificação técnica e preparo emocional para alguns gestores.
*Diretor de Gestão Pública da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS)
A prática da violência moral no trabalho é tão antiga quanto o próprio trabalho. Existe em todo o cenário mundial, mas nos países menos desenvolvidos tende a ocorrer com maior intensidade.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão da ONU, verificou a prática de assédio moral em diversos países considerados do Primeiro Mundo, como Estados Unidos, Alemanha e Suécia, por exemplo. Nesses países, como nos demais, estatísticas mostram que há uma estreita relação entre distúrbios mentais em indivíduos e as condições de trabalho a que são submetidos.
No Brasil, a discussão sobre o tema é recente e há diversos projetos de lei em tramitação nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros, caracterizando a prática de assédio moral e definindo ações de combate. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal, caracterizando a prática como crime.
O “psicoterror” é, geralmente, exercido de forma sutil, velada. É incomum que o assediador faça desconsiderações de apreço ou ameace com demissão ou exoneração de forma direta. Assim, quando a vítima começa a perceber que a situação é grave, já está instaurado o assédio moral.
Segundo a cartilha sobre assédio moral distribuída pela Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe), o setor público é um dos ambientes de trabalho em que o assédio se apresenta de maneira muito visível e marcante. Nesse ambiente, o assédio moral tende a ser mais comum em razão de uma peculiaridade: o chefe não pode demitir o servidor. Assim, passa a humilhá-lo e a sobrecarregá-lo de tarefas inócuas ou não repassa tarefas.
Outro aspecto de grande influência é a falta de critério no processo de indicação das chefias, que muitas vezes mantêm relação de amizade, de parentesco e política com a administração dos órgãos. Faltam, em muitos casos, qualificação técnica e preparo emocional para alguns gestores.
*Diretor de Gestão Pública da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS)
Artigo destaca trabalho de servidor do TRT
Artigo de Reginaldo Pujol Filho destaca o trabalho do servidor do TRT, Fernando Ramos, como criador e organizador do FestiPOA Literária. O texto foi publicado no caderno Cultura do jornal Zero Hora de sábado, 7 de maio de 2011. Leia a íntegra do artigo:
A pandorga que entortou o vento
Liz Calder de cavanhaque? Rogério Pereira dos pampas? A FestiPoa Literária, cuja quarta edição termina amanhã e que já foi responsável por trazer à Capital Laerte, Marcelino Freire e Nelson de Oliveira em eventos com entrada franca, é fruto da mente e do esforço dele
Comparar é um bom jeito de explicar alguma coisa. Fernando Ramos, criador da Festa Literária de Porto Alegre poderia ser o Marcelino Freire do Bom Fim.
Não, tem uma diferença.
– Não escrevo, não tenho necessidade, seria forçado – diz Fernando.
Quem sabe Liz Calder de cavanhaque? Também não. Criadora da Flip, Calder foi editora na Inglaterra, vem do mundo dos livros. Fernando, 36 anos, trabalha no TRT “desde os 19, hoje no administrativo” e, a não ser que enveredasse pelo mercado editorial na adolescência – mas nessa época queria ser jogador, “era fanático, pensava na linguagem do futebol –, não é Liz Calder. Que tal Rogério Pereira dos pampas, já que, como o editor do Rascunho, há 11 anos Fernando faz um jornal literário, o Vaia? Mas Fernando não é jornalista. É formado em História, começou o Vaia de brincadeira e só seguiu porque a turma que iniciou o projeto saiu fora. Fernando não tem similar, difícil descrever. Tanto que Fabrício Carpinejar, perguntado “quem é Fernando Ramos?”, optou pela poesia “Uma pandorga que entortou o vento”.
Pandorga ou não, ele mesmo não sabe se dizer muito bem. Pergunte se é o Dono do Vaia, pai do jornal que já trouxe poesia, conto, entrevista de centenas de autores ilustres como Ferreira Gullar, ou gente sem livro publicado. “É, mas se o Vaia acabasse, não sei se faria diferença”, dirá. Cheio de indefinições, o perfil do sujeito que há quatro anos realiza a FestiPoa Literária virou investigação: quem diachos é Fernando Ramos? Quem tira dinheiro do bolso pra distribuir literatura na forma de jornais e eventos, sem receber tostão ou holofote por isso? Marcelino Freire acha que “é um teimoso, obstinado, apaixonado”. Pode ser, apaixonado por livros, embora diga que “não sou o clássico leitor, que lê desde pequeno”. Não? Como, se aos 10 anos gostou de Drummond em um jogral? Ou, adolescente, de mal com o mundo, leu um livro inteiro numa tarde?
– Foi genial, pensei “isso é interessante de fazer nos momentos ruins, de indignação, recolhimento”.
Fernando é um baita leitor. Depois do primeiro livro que “não lembro o título, não era Coleção Vagalume... era policial” e da série Para Gostar de Ler, não parou. Se entrega a João Gilberto Noll com o mesmo carinho com que lê menos famosos como o radicado no Espírito Santo, Reinaldo Menezes. A devoção à leitura – que poderia explicar – explica menos ainda a gana de estar na rua, fazendo festas literárias e saraus. Com emprego público fixo, “todos que trabalham comigo têm carro, apartamento, casa na praia”, poderia investir numa boa biblioteca e no fim do dia, pés pra cima, ler livros como Vi uma Foto de Anna Akhmátova, pro qual anda sem tempo, “leio uma página, duas, paro... a leitura tá paradassa”.
Vai demorar pra adquirir casa na praia. Ano a ano investe o imóvel na realização da FestiPoa e no jornal.
– No Vaia vai pouco, mas ano passado foram uns R$ 2 mil no evento. Este ano vai isso de novo.
Isso que a FestiPoa foi premiada no Fato Literário 2010, deixando o orçamento da festa um pouco menos simbólico em 2011. Porque se alguém pensa que ele se remunerou com os R$ 10 mil do prêmio, saibam que “Ih, já foi tudo na festa, pena não ter mais, traria mais gente”. Acreditem nele, palavra de Ricardo Silvestrin, diretor do IEL, “topa todas e não pede nada. Não quer aplauso, créditos. E realiza”.
Topa todas por quê? Editor e escritor, Rodrigo Rosp diz que “não faz por mim, por você, muito menos por ele. Faz por ela: a literatura”. Talvez sim, talvez não. Acompanhando o Fernando, a impressão é de que não tem porquês objetivos. Beira a hipongagem e chega a dizer “Se tiver envolvido com algo, é o movimento, tá valendo”. E o que é o movimento, Fernando?
– Estar fazendo qualquer coisa. Tô com uma gurizada agora na Casa de Cultura Mario Quintana (Coletivo Cabaré do Verbo). Se eu contribuir, tá bom.
– Fernando é um dos caras mais insistentes que conheço. Nos conquista com seus projetos, é conquistado por outros tantos. Mente e ouvidos abertos – diz a sócia da livraria Palavraria, Carla Osório.
O escritor Paulo Scott diz que Fernando “tem muito a ensinar à maioria dos velhos e novos escritores gaúchos; generoso, inteligente, sem esnobismo”. Foi assim e empurrado pelo tal movimento que ele criou e fez a primeira edição da FestiPoa em menos de três meses. Mas, na verdade, o que poderia receber o clichê agitador cultural (embora a calma e a fala mansa do Fernando não combinem nada com agito) parece se aproximar mesmo do que o próprio Fernando nega ser:
– Grande escritor, autor – afirma o poeta Everton Behenck. – Escreve em voz alta capítulos da nossa literatura.
E a comparação com um escritor, artista vai além. O espírito com que se dedica aos projetos equipara-se à forma como muitos artistas se entregam à arte. Questionado sobre quantas horas por dia tem trabalhado na FestiPoa, Fernando para e pensa “Horas? Por dia? Sei lá, o dia inteiro”. É fato. Durante este nosso bate-papo, teve ideias para a edição atual e as próximas. Como o escritor que, obcecado por um tema, relaciona a ele todas as experiências; ou um músico que acha a melodia que buscava em uma frase no meio de uma conversa. Da mesma forma, Fernando vive também o prazer e a dor do processo criativo.
– Prazer é beber uma cerveja, se divertir. Aqui não tem prazer como fim. Às vezes é muito chato – comenta o trabalho com a FestiPoa e o Vaia.
Mas, verdadeiro artista, desapegado de fins, segue fazendo, independentemente de promessas de satisfação.
Fernando lembra é Manoel de Barros, sua poética da inutilidade, das ignorãças. Não quer grandiosidades, resultados, posteridade. Faz por fazer e “não pra marcar. Melhorando um pouco a Vasco da Gama, a quadra da Palavraria, tá bom. O mundo tá sempre mudando, como vou ter pretensão de fazer a diferença?”, e aproxima-se mais de Barros por meio de outro poeta, “mas ainda vale a sabedoria do João Cabral: entre fazer o inútil e não fazer, faz o inútil. Não fazer é mais inútil”.
Sabedoria do poeta e do Fernando, “um Bombril” na opinião do escritor Lima Trindade. Talvez seja, fazedor de mil e uma inutilidades. Que fazem, sim, a diferença.
POR REGINALDO PUJOL FILHO ESCRITOR, AUTOR DE “AZAR DO PERSONAGEM” E “QUERO SER REGINALDO PUJOL FILHO”
Não, tem uma diferença.
– Não escrevo, não tenho necessidade, seria forçado – diz Fernando.
Quem sabe Liz Calder de cavanhaque? Também não. Criadora da Flip, Calder foi editora na Inglaterra, vem do mundo dos livros. Fernando, 36 anos, trabalha no TRT “desde os 19, hoje no administrativo” e, a não ser que enveredasse pelo mercado editorial na adolescência – mas nessa época queria ser jogador, “era fanático, pensava na linguagem do futebol –, não é Liz Calder. Que tal Rogério Pereira dos pampas, já que, como o editor do Rascunho, há 11 anos Fernando faz um jornal literário, o Vaia? Mas Fernando não é jornalista. É formado em História, começou o Vaia de brincadeira e só seguiu porque a turma que iniciou o projeto saiu fora. Fernando não tem similar, difícil descrever. Tanto que Fabrício Carpinejar, perguntado “quem é Fernando Ramos?”, optou pela poesia “Uma pandorga que entortou o vento”.
Pandorga ou não, ele mesmo não sabe se dizer muito bem. Pergunte se é o Dono do Vaia, pai do jornal que já trouxe poesia, conto, entrevista de centenas de autores ilustres como Ferreira Gullar, ou gente sem livro publicado. “É, mas se o Vaia acabasse, não sei se faria diferença”, dirá. Cheio de indefinições, o perfil do sujeito que há quatro anos realiza a FestiPoa Literária virou investigação: quem diachos é Fernando Ramos? Quem tira dinheiro do bolso pra distribuir literatura na forma de jornais e eventos, sem receber tostão ou holofote por isso? Marcelino Freire acha que “é um teimoso, obstinado, apaixonado”. Pode ser, apaixonado por livros, embora diga que “não sou o clássico leitor, que lê desde pequeno”. Não? Como, se aos 10 anos gostou de Drummond em um jogral? Ou, adolescente, de mal com o mundo, leu um livro inteiro numa tarde?
– Foi genial, pensei “isso é interessante de fazer nos momentos ruins, de indignação, recolhimento”.
Fernando é um baita leitor. Depois do primeiro livro que “não lembro o título, não era Coleção Vagalume... era policial” e da série Para Gostar de Ler, não parou. Se entrega a João Gilberto Noll com o mesmo carinho com que lê menos famosos como o radicado no Espírito Santo, Reinaldo Menezes. A devoção à leitura – que poderia explicar – explica menos ainda a gana de estar na rua, fazendo festas literárias e saraus. Com emprego público fixo, “todos que trabalham comigo têm carro, apartamento, casa na praia”, poderia investir numa boa biblioteca e no fim do dia, pés pra cima, ler livros como Vi uma Foto de Anna Akhmátova, pro qual anda sem tempo, “leio uma página, duas, paro... a leitura tá paradassa”.
Vai demorar pra adquirir casa na praia. Ano a ano investe o imóvel na realização da FestiPoa e no jornal.
– No Vaia vai pouco, mas ano passado foram uns R$ 2 mil no evento. Este ano vai isso de novo.
Isso que a FestiPoa foi premiada no Fato Literário 2010, deixando o orçamento da festa um pouco menos simbólico em 2011. Porque se alguém pensa que ele se remunerou com os R$ 10 mil do prêmio, saibam que “Ih, já foi tudo na festa, pena não ter mais, traria mais gente”. Acreditem nele, palavra de Ricardo Silvestrin, diretor do IEL, “topa todas e não pede nada. Não quer aplauso, créditos. E realiza”.
Topa todas por quê? Editor e escritor, Rodrigo Rosp diz que “não faz por mim, por você, muito menos por ele. Faz por ela: a literatura”. Talvez sim, talvez não. Acompanhando o Fernando, a impressão é de que não tem porquês objetivos. Beira a hipongagem e chega a dizer “Se tiver envolvido com algo, é o movimento, tá valendo”. E o que é o movimento, Fernando?
– Estar fazendo qualquer coisa. Tô com uma gurizada agora na Casa de Cultura Mario Quintana (Coletivo Cabaré do Verbo). Se eu contribuir, tá bom.
– Fernando é um dos caras mais insistentes que conheço. Nos conquista com seus projetos, é conquistado por outros tantos. Mente e ouvidos abertos – diz a sócia da livraria Palavraria, Carla Osório.
O escritor Paulo Scott diz que Fernando “tem muito a ensinar à maioria dos velhos e novos escritores gaúchos; generoso, inteligente, sem esnobismo”. Foi assim e empurrado pelo tal movimento que ele criou e fez a primeira edição da FestiPoa em menos de três meses. Mas, na verdade, o que poderia receber o clichê agitador cultural (embora a calma e a fala mansa do Fernando não combinem nada com agito) parece se aproximar mesmo do que o próprio Fernando nega ser:
– Grande escritor, autor – afirma o poeta Everton Behenck. – Escreve em voz alta capítulos da nossa literatura.
E a comparação com um escritor, artista vai além. O espírito com que se dedica aos projetos equipara-se à forma como muitos artistas se entregam à arte. Questionado sobre quantas horas por dia tem trabalhado na FestiPoa, Fernando para e pensa “Horas? Por dia? Sei lá, o dia inteiro”. É fato. Durante este nosso bate-papo, teve ideias para a edição atual e as próximas. Como o escritor que, obcecado por um tema, relaciona a ele todas as experiências; ou um músico que acha a melodia que buscava em uma frase no meio de uma conversa. Da mesma forma, Fernando vive também o prazer e a dor do processo criativo.
– Prazer é beber uma cerveja, se divertir. Aqui não tem prazer como fim. Às vezes é muito chato – comenta o trabalho com a FestiPoa e o Vaia.
Mas, verdadeiro artista, desapegado de fins, segue fazendo, independentemente de promessas de satisfação.
Fernando lembra é Manoel de Barros, sua poética da inutilidade, das ignorãças. Não quer grandiosidades, resultados, posteridade. Faz por fazer e “não pra marcar. Melhorando um pouco a Vasco da Gama, a quadra da Palavraria, tá bom. O mundo tá sempre mudando, como vou ter pretensão de fazer a diferença?”, e aproxima-se mais de Barros por meio de outro poeta, “mas ainda vale a sabedoria do João Cabral: entre fazer o inútil e não fazer, faz o inútil. Não fazer é mais inútil”.
Sabedoria do poeta e do Fernando, “um Bombril” na opinião do escritor Lima Trindade. Talvez seja, fazedor de mil e uma inutilidades. Que fazem, sim, a diferença.
POR REGINALDO PUJOL FILHO ESCRITOR, AUTOR DE “AZAR DO PERSONAGEM” E “QUERO SER REGINALDO PUJOL FILHO”
Servidora do TRF torna-se mãe adotiva
Reportagem do jornal Zero Hora de domingo, 8 de maio, destaca adoção realizada pela servidora Cláudia Damian Fernandes, 41 anos:
Claudia Damian Fernandes, funcionária pública federal, 41 anos, que adotou Caroline, sete, no ano passado
Sempre quis ser mãe adotiva, sempre achei mais interessante do que ser mãe biológica, até pela questão social, de haver muita criança no mundo, e por eu não sentir a necessidade de que um filho nascesse da minha barriga. O difícil era pensar qual seria o momento ideal. Fui casada duas vezes, mas, na época, não pensava em ter filhos. Eu me achava nova e pensava que filho era para quando já tivesse vivido algumas coisas e construído um patrimônio. Mas nunca pensei que deveria ser necessariamente quando eu estivesse com alguém. Adotei a Caroline em março do ano passado. Hoje meu final de semana passou a ser com a ela, até porque não temos tanto tempo durante a semana. Como mãe solteira, a vida social diminui, mas não se acaba. Restringiu-se, apenas. E não descarto voltar a ter um relacionamento estável, mesmo morar junto – a única questão é que inverti o curso natural da história, tive filhos primeiro. Minha filha pergunta se o meu príncipe terá que ser um cara legal, e respondo que sim – e que deverá gostar de criança.
Claudia Damian Fernandes, funcionária pública federal, 41 anos, que adotou Caroline, sete, no ano passado
Sempre quis ser mãe adotiva, sempre achei mais interessante do que ser mãe biológica, até pela questão social, de haver muita criança no mundo, e por eu não sentir a necessidade de que um filho nascesse da minha barriga. O difícil era pensar qual seria o momento ideal. Fui casada duas vezes, mas, na época, não pensava em ter filhos. Eu me achava nova e pensava que filho era para quando já tivesse vivido algumas coisas e construído um patrimônio. Mas nunca pensei que deveria ser necessariamente quando eu estivesse com alguém. Adotei a Caroline em março do ano passado. Hoje meu final de semana passou a ser com a ela, até porque não temos tanto tempo durante a semana. Como mãe solteira, a vida social diminui, mas não se acaba. Restringiu-se, apenas. E não descarto voltar a ter um relacionamento estável, mesmo morar junto – a única questão é que inverti o curso natural da história, tive filhos primeiro. Minha filha pergunta se o meu príncipe terá que ser um cara legal, e respondo que sim – e que deverá gostar de criança.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Greve de 24 horas em Uruguaiana é destacada na imprensa local
A greve de 24 horas, dia 3 de maio, foi destaque no Diário da Fronteira, que é distribuído na região do Pampa (Uruguaiana, Alegrete, Quaraí, São Borja, Itaqui e outras cidades). O jornal colocou a notícia na capa, com fotos dos colegas das justiças do Trabalho e Federal de Uruguaiana, além de matéria de página inteira, na qual eram explicadas as reivindicações da categoria e a mobilização pelo PCS.
Em contato com o sindicato, o diretor de base da Federal de Uruguaiana José Luiz Villela avaliou positivamente a atividade, que reuniu os colegas das duas justiças.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Nossa História, Nossos Autores - Inscrições abertas
Estão abertas as inscrições para a Antologia de Poesias, Contos e Crônicas
Nossa História, Nossos Autores, Edição Comemorativa de Aniversário dos 30 Anos da Scortecci.
Participe!
Nossa História, Nossos Autores, Edição Comemorativa de Aniversário dos 30 Anos da Scortecci.
Participe!
200 vagas, em dois volumes, com até 400 páginas cada, ou a data limite de 31 de março de 2012, o que completar ou atingir primeiro.
A antologia será editada em ordem alfabética por nome de Autor, que poderá usar ou não nome literário.
O tema é livre. Não é concurso. Todos os participantes terão seus trabalhos publicados.
A antologia será editada em ordem alfabética por nome de Autor, que poderá usar ou não nome literário.
O tema é livre. Não é concurso. Todos os participantes terão seus trabalhos publicados.
Características da obra:
Formato 14 x 20,7 cm, capa 4 cores (papel supremo 250 gramas),
miolo papel 75 gramas offset branco, com ISBN e Ficha Catalográfica.
miolo papel 75 gramas offset branco, com ISBN e Ficha Catalográfica.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Seminário sobre o PL 1.992/07, que trata da previdência complementar do servidor público
O evento foi realizado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, dia 27 de abril.
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